Longas subidas e paisagens maravilhosas: rota de ciclismo dá a volta em cratera vulcânica na Serra da Mantiqueira
'EPTV nas Férias': Rota do Vulcão desafia ciclistas com percurso de 350 km O Sul de Minas abriga o único roteiro de ciclismo do mundo ao redor de uma caldeir...
'EPTV nas Férias': Rota do Vulcão desafia ciclistas com percurso de 350 km O Sul de Minas abriga o único roteiro de ciclismo do mundo ao redor de uma caldeira vulcânica. A Rota do Vulcão percorre 350 km de um trajeto desafiador, com paisagens e visuais deslumbrantes na Serra da Mantiqueira. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram 📺 Durante quatro semanas, entre janeiro e fevereiro, a EPTV exibe o "EPTV nas Férias", uma série de reportagens especiais que percorre quatro rotas turísticas, destacando a rota do vulcão, no Sul de Minas; a rota das cachoeiras, em São Carlos; a rota do café, em Ribeirão Preto; e a rota do circuito das águas, em Campinas. Rota do Vulcão se Cicloturismo abrange 13 municípios dos estados de Minas Gerais e São Paulo Divulgação A rota é considerada exigente por causa das longas subidas e descidas muito técnicas. O acúmulo de altimetria é de mais de 9 mil metros e uma das subidas tem 13 quilômetros. A dificuldade é compensada por cachoeiras, mirantes, plantação de diversas culturas, dentre elas de cafés de alta qualidade, fazendas e igrejas que encantam os olhos. O trajeto é todo sinalizado e, em algumas partes, a Rota do Vulcão coincide com o Caminho da Fé, outra rota bastante conhecida pelos ciclistas. LEIA TAMBÉM: Cafés, azeites e vinhos premiados atraem turistas para região vulcânica da Serra da Mantiqueira Montanhas, cachoeiras, águas termais: vulcão extinto formou as paisagens que atraem turistas em Poços de Caldas Ficha técnica da Rota do Vulcão 🚵♀️: 🗺️ Trajeto: o percurso passa pelos municípios de Poços de Caldas, Andradas, Ibitiúra de Minas, Santa Rita de Caldas, Caldas, Bandeira do Sul, Botelhos, em Minas Gerais, e Águas da Prata, Caconde, Divinolândia e São Sebastião da Grama, no estado de São Paulo. 🚩Ponto de Partida: a Rota do Vulcão é um cicloturismo circular. É possível sair de qualquer cidade do percurso. 🚲 Distância: 350 km no total (o trajeto pode ser dividido em rotas menores - veja abaixo). ⛰️ Atrações: Pedra do Elefante, Pico do Gavião, Pedra Branca, jequitibá gigante, Santuário de Santa Rita de Cássia, barragem e mirante de Caconde e o Cristo Redentor e rampa de vôo livre de Poços de Caldas, entre outros. 🗓️ Período: a melhor época para fazer o percurso é entre maio e agosto, quando as possibilidades de chuvas são menores. 🚴Nível técnico: não é recomendado para iniciantes. Veja as atrações de cada parte do trajeto A Rota do Vulcão pode ser feita de duas formas: a primeira é a cicloviagem, na qual o ciclista faz a rota toda dentro do trajeto estabelecido, o que leva de 4 a 5 dias para fechar o percurso. A segunda forma é fazer mais lento ou por trechos no cicloturismo. Modalidade que o ciclista sai da rota para apreciar os atrativos que existem ao longo dela. Para isso, em alguns casos é preciso desviar alguns quilômentros do trecho principal. Poços de Caldas - São Roque da Fartura (distrito de Águas da Prata) 🚴 29,71 km Capela foi inaugurada em 2008 Eder Ribeiro/ EPTV O trecho percorre a parte de cima da caldeira vulcânica. Durante o percurso é possível visitar uma fábrica de azeites, avistar a capela de Santa Clara, desenhada por Oscar Niemeyer, cruzar fazendas de café, de oliveiras e de abacate. Na Fazenda Green Super Food, em São Sebastião da Grama (SP), está localizada uma das maiores fazendas de plantios de avocado do Brasil (veja vídeo abaixo). EPTV nas Férias: Solo vulcânico impulsiona produção de avocado e macadâmia São Roque da Fartura - Águas da Prata 🚴 29,85 km Neste trecho há uma subida técnica de single track, local por onde veículos não passam. O percurso passa pelo Marco Divisório ou Ponto da Cascata, belas fazendas e lagos. A trilha segue paralela à linha do Trem, por uma estrada que levará até a Cascata, uma vila antiga onde possui uma antiga estação ferroviária datada de 1886, que foi palco de luta, onde foram registrados tiroteios entre Minas e São Paulo da guerra da Revolução de 1932. Também é nesse trecho que se encontra a descida do Deus me Livre que, apesar de linda é íngreme e perigosa. Entre as paisagens do trecho estão a vista da Fonte Platina, bairro de Águas da Prata, onde é possível visitar a Fonte Platina e a Praça das Paineiras. Águas da Prata - Andradas 🚴39 km Pico do Gavião em Águas da Prata Marlon Tavoni/ EPTV Considerado um dos trechos mais bonitos da rota. Ele compartilha o Caminho da Fé por 11 quilômetros. Possui muitas subidas, visuais incríveis e descidas perigosas. Durante o percurso é possível conhecer a Cachoeira Ponte de Pedra, pegar uma trilha para chegar até a Gruta do Índio (não recomendamos ir de bicicleta até lá), a Ponte de Pedra e Cachoeira do Índio. Todos esses locais são excelentes para se refrescar com uma água limpa e gelada. No momento mais alto do percurso é possível visitar o Pico do Gavião, local onde há uma pista de voo livre. Para chegar até o Pico é necessário encarar uma subida íngreme. Ao final do trecho, após uma descida, o ciclista conseguirá visualizar a borda da caldeira vulcânica. Andradas - Ibitiúra de Minas 🚴34,7 km Pedra do Elefante, em Andradas Fabiana Assis / g1 O trecho passa por bonitas paisagens. O trajeto passa ao lado da Casa do Benzedeiro, um local antigo, de tradição mineira, onde as crianças eram benzidas, por uma plantação de bananas e pela Pedra do Elefante, um dos cartões postais de Andradas. Ibitiúra de Minas - Santa Rita de Caldas 🚴14,4 km Pedra da Cruz, Andradas -MG Reprodução / Prefeitura Neste trecho começa trilha começa a pesar. Logo no começo a a subida forte da Serra de Sertãozinho, para voltar ao topo da Caldeira Vulcânica, onde é possível avistar a Pedra da Cruz, a Pedra do Elefante e a Pedra do Pântano. Após a subida, o ciclista percorre por vários quilômetros na parte de cima da caldeira. No meio da Serra existe uma entrada para a Cachoeirinha, lugar bom para se refrescar. Ao final da subida há acesso para uma Capela. Em Santa Rita é possível visitar o Santuário Arquidiocesano de Santa Rita de Caldas, que abriga uma réplica do corpo de Santa Rita de Cássia. Santa Rita de Caldas - Caldas 🚴16,5 km Região da Serra da Pedra Branca, em Caldas Prefeitura de Caldas Percurso com apenas uma pequena serra no começo. O ciclista conseguirá apreciar a borda da caldeira vulcânica, local onde encontra-se a Pedra Branca com seus 1803 metros de altitude. Trecho extra - Caldas - Pocinhos do Rio Verde (distrito de Caldas) 🚴 18 km Cachoeiras em Pocinhos do Rio Verde Jéssica Balbino/ G1 Um trajeto incrível de bate e volta. Logo no começo, o ciclista volta ao topo da borda do vulcão e tem um belo visual com a Pedra Branca a frente. Também passa por diversos atrativos como a capela de Santa Bárbara, as cachoeira dos Duendes, Antônio Monteiro e Bacião e a capela Santa Terezinha, além do simpático distrito de Pocinhos do Rio Verde. Caldas - Santana de Caldas (distrito de Caldas) 🚴16,5 km Novamente pedalando pela borda do vulcão, neste trecho o ciclista pode apreciar muitas plantações de cafés e gado. Em momento, que o ciclista cruzará o asfalto para seguir a jornada. Durante o percurso haverá subidas longas. Neste trecho será possível observar tanto a parte de baixo quanto a parte de cima da caldeira vulcânica. Santana de Caldas - Bandeira do Sul 🚴28,9 km Neste trecho, o ciclista começa a se afastar da caldeira vulcânica, que ainda pode ser vista de longe. É um dos trechos com visuais mais bonitos. O ciclista passa por cima da crista de montanhas, cruzando rios e podendo observar a união do Rio Verde com o Rio Pardo, onde sua nascente é na cidade de Ipuiúna. Também passa pela cachoeira do Peregrino. Bandeira do Sul - Botelhos 🚴34,8 km Jequitibá gigante fica em fazenda de café gourmet em Botelhos Café Orfeu/Divulgação O percurso é feito por fazendas e comunidades de agricultores familiares em uma das principais regiões produtoras de cafés especiais do Sul de Minas. Além disso, dá acesso ao distrito de São Gonçalo de Botelhos. Durante o percurso, o ciclista passa por vendas antigas e por um jequitibá gigante, com mais de 26 metros de altura. Botelhos - Palmeiral (distrito de Botelhos) 🚴27,1 km Represa de Caconde Reprodução/EPTV Trecho plano. Neste trajeto o ciclista tem o primeiro contato com a represa da Graminha, que abastece a usina hidrelétrica de Caconde. Palmeiral - Caconde 🚴25,8 km Trecho de dificuldade moderada. Em alguns pontos é possível continuar a ver a represa. Caconde - Ribeirão de Santo Antônio (distrito de Divinolândia) 🚴28,6 km Mirante de Caconde Reprodução Facebook O percurso cruza a barragem da represa da Graminha. No caminho há ainda a cachoeira da Usina Velha. Após alguns quilômetros de asfalto e uma subida forte, chega-se ao Mirante de Caconde. O trecho termina no distrito de Ribeirão de Santo Antônio, um pequeno vilarejo de 400 habitantes. Ribeirão de Santo Antônio - Poços de Caldas 🚴24,2 km Cristo, Poços de Caldas (MG) Crédito: Marcos Corrêa O trecho tem a subida do Barreiro, uma das montanhas mais desafiadoras para os ciclistas. São 8 km com quase 700m de acúmulo de altimetria. Mas antes de chegar até lá, é possível se refrescar na Cachoeira do Cachorrinho e curtir o belo visual da parte de trás do Cristo, na Serra de São Domingos. A chegada é aos pés do Cristo Redentor de Poços de Caldas. Veja mais sobre a Rota do Vulcão: Rota do vulcão: rochas, pedras e águas termais atraem os turistas em Poços de Caldas Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas